segunda-feira, 20 de junho de 2011

Sobre mim – Lih

Tenho 23 anos, sou de São Paulo e vim morar no interior há 6 anos. Logo que me mudei, conheci vários amigos gays, homens. Tinha completado 18 anos há pouco tempo e comecei a sair com eles, a primeira “balada” que fui, foi gls. Mas eu sempre fui hetero, então mesmo em baladas gays eu só ficava com homens.
Um dia com estes amigos, nós estávamos num bar e fizemos uma aposta, quem perdesse teria que beijar alguém que os outros escolheriam. Adivinha quem perdeu? Eu. Pra minha surpresa, eles escolheram uma mulher, loira, bonita, eles foram até ela, disseram que eu queria conhecer ela, ai eu morrendo de vergonha me apresentei, ela veio e me beijou. Pra falar a verdade, eu estava meio bêbada, então não senti nada de mais, foi um beijo como outro qualquer.
Pouco tempo depois, conheci outra menina, também amiga dos meus amigos, ela frequentava o lugar onde eu trabalhava. Um dia, ela me adicionou no MSN e começamos a conversar, até então ela se dizia hetero e eu também. Aos poucos as conversas foram aumentando e novamente movida por uma aposta, apostei com um de nossos amigos que ela não era hetero. Apostei que eu conseguiria ficar com ela, pra provar que ela não era hetero.
Marquei um encontro com ela, num clube da cidade, mas não fui e acabei desistindo da aposta tonta que havia feito, pois percebi que gostava dela e não queria torná-la apenas alvo de uma aposta.
Combinamos de sair outro dia e eu acabei contando a ela que havia feito esta aposta e que desisti pois não achava certo. Depois combinamos de sair novamente e dessa vez fomos, eu, ela, sua prima, dois amigos e meu irmão. Fomos jogar bilhar num barzinho gay. Os meninos despistaram a prima dela, que não sabia de nada e eu e ela ficamos sozinhas. Foi quando eu me sentei na calçada, ela me deu a mão, me levantou e me beijou. Mas a prima dela estava voltando e tivemos que disfarçar.

Conversávamos por telefone e pela internet todos os dias. Ficamos por uns seis meses, mas não nos víamos tanto, era mais nos finais de semana. Na mesma época eu saia bastante com meus amigos, mas ela era menor de idade e não podia nos acompanhar, por este motivo acabamos terminando, apesar de não ser um namoro propriamente dito.
Eu estava numa fase em que saia muito com meus amigos e conhecia muitas pessoas. Numa noite sai com uma menina que eu estava “ficando”, mas não era nada muito sério, só uns beijos. Fomos num barzinho e eu acabei conhecendo outra garota, que mais pra frente seria minha primeira namorada, ela era branca, cabelo castanho e os olhos azuis. Trocamos telefones e depois de uma semana ela me ligou. Ela morava em outra cidade e umas duas semanas depois veio me visitar, foi quando ela me pediu em namoro, eu aceitei, mas não queria aliança, porque eu falava que dava azar, mas no fundo era medo do compromisso mesmo. Namoramos por  7 meses, mas era relacionamento a distancia, ela vinha me ver, ficava uns 15 dias e voltava, depois vinha e voltava e assim por diante. Acabamos terminando por causa dessa distancia, simples assim. Além disso, nesse meio tempo eu tinha voltado pra São Paulo, para morar com minha tia, isso piorou a nossa distancia.
Fiquei 3 meses morando com minha tia, então voltei para o interior. Logo que voltei para a cidade, voltei a falar com minha primeira “ficante” ela já tinha completado 18 anos e conversávamos bastante, ela estava bem diferente, já podia sair mais. Voltamos a conversar.
Um dia eu abri meu Orkut e vi que tinha uma menina que estava olhando meu perfil, me espionando, achei estranho e vi que ela era amiga da garota com quem eu estava conversando, daí, tive a idéia de mandar uma mensagem para ela perguntando se ela tinha gostado do meu perfil, pra zoar mesmo.
Ela me respondeu pedindo desculpas pela invasão e dizendo que era “força do hábito”, começamos a conversar por mensagens, até que trocamos MSN.
Nos tornamos amigas pela internet e marcamos de nos encontrar no shopping, como amigas mesmo, e com a outra garota também, mas ela acabou não indo, nos deixando sozinhas.
Nos encontramos no shopping e fomos jogar bilhar com dois amigos dela. Ela foi super simpática e tímida, eu praticamente passei a noite inteira falando e ela mais quieta. No fim da noite, fui deixá-la em sua casa e fiz a besteira de deixar ela dirigir minha moto, quase morri do coração e algum tempo depois ela me contou que havia sido a primeira vez que ela dirigia, apesar de já ter carta de motorista.
Passou um tempo, conversávamos e um dia ela falou para mim que queria me contar algo. Depois do trabalho, fui até sua casa e conversamos até de madrugada, ela me contou que tinha “ficado” com a minha “ex” e até então eu achava que ela era hetero, pois não demonstrava o contrário. Depois que ela me contou, não achei nada de mais, conversamos sobre varias outras coisas naquela noite, até que ficou tarde e fui embora. No dia seguinte eu liguei para ela chamando para assistir um filme: “O Segredo”, mas ela não podia naquele dia então combinamos numa quarta-feira. Eu não conseguia decifrar o que ela despertava em mim, mas quando conversávamos era tudo fácil, ela me ouvia, entendia tudo o que eu falava, era simples e fácil, conversávamos sobre almas gêmeas, sobre signos e sobre trabalho e tudo sempre era simples, aos poucos ela encantava de tal maneira que eu sentia um sentimento bom sempre que ouvia sua voz, cumprimentava-a, ou pensava nela.
Na quarta-feira, busquei-a em sua casa e fomos à minha. Assistimos o filme, que não era “O Segredo”, pois eu havia emprestado para uma amiga, que até hoje não me devolveu, e tinha me esquecido, então assistimos “No Ritmo da Dança”, porque eu tinha me lembrado que ela comentou comigo, que dançava jazz, então achei que o titulo seria perfeito.
Acabou ficando tarde, daí eu pedi que ela dormisse em minha casa, dizendo que a levaria embora bem cedo no dia seguinte. Ela aceitou, daí eu fui até meu quarto e busquei um colchão para ela e coloquei na sala. Ai voltei e peguei outro para mim, afinal, não ia deixá-la dormir sozinha no frio. Peguei meus ursinhos prediletos e coloquei com a gente.
Nos deitamos e ela começou a bater nos meu ursinhos, brincadeira, ela e eu fizemos uma guerra de ursinhos e de repente, ela passou a mão no meu rosto e eu retribui imediatamente, nós ficamos a madrugada inteira coladas, fazendo carinho uma na outra, quase se beijando. Não pensava em nada, apenas na sua pele. Até que eu tomei coragem e perguntei: “-Posso te dar um beijo de boa noite?”, mas ela disse não. Me virei de costas e fiquei triste, pois foi o primeiro e único “fora” da minha vida. Mas daí ela virou, me puxou e me beijou. Eu senti um friozinho na barriga maravilhoso, foi um beijo perfeito, que encaixou, eu fiquei viajando, era o melhor beijo do mundo, acabamos pegando no sono agarradinhas.
Um tempinho passou e “era as trevas”, ela havia contado para seus pais sobre nós. Daí falou: “-Não quero ficar, quero namorar, senão não ficaremos”, ai eu concordei que namorássemos, no fundo eu já estava completamente apaixonada por ela e eu sabia que ela era a mulher da minha vida, mas o fator “compromisso” me assustava um pouco.
Decidi arriscar, começamos a namorar e deu certo, foi perfeito, tão gostoso, tudo. Até hoje, já faz quase 4 anos e desde então sou a mulher mais feliz do mundo.
Hoje temos planos juntas e quase tudo o que fazemos é em conjunto, amo o jeitinho delicado dela, amo tudo nela, seus beijos, seus carinhos o jeito que ela me trata e cuida de mim, sonho acordada ao lado dela. Penso nela a todo instante, pedi ela em casamento e estamos planejando para 2012 a nossa união estável e casamento em 2013, se tudo der certo: na Espanha. Vai ser o dia mais feliz da minha vida.

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