domingo, 11 de setembro de 2011

Final não muito feliz

É com muita dor no coração que escrevo dizendo q esse sonho acabou...


OQUE PENSAMOS SER PRA SEMPRE, NEM SEMPRE O PRA SEMPRE ACONTECE...


BJ

Lih.

terça-feira, 19 de julho de 2011

SEM TITULOS!

Ok...
No começo era aventura, prazer em correr riscos, prazer nas descobertas, adrenalina e cortisol sendo liberados no organismo.
Cada pensamento, tão intenso, que fazia a mão gelar, a respiração acelerar, o coração bater mais forte.
A primeira vez que andamos de mãos dadas na rua, foi em São Paulo, no dia da parada gay no ano de 2008, até então, não sabia o que era essa tal liberdade de expressão, não citava momentos apropriados e sempre me escondia por trás de uma amizade ou um parentesco.
O tempo foi passando e chegou um dia que as mãos se encontraram de novo, mas dessa vez, dentro de um contexto social comum. Um parque, um shopping, um barzinho. Na primeira vez, todos os olhares voltaram-se para nós, ela não percebia, nem ligava, o problema era eu, meu, os olhares em minha direção, a risada engasgada, o olhar para baixo.
Não era algo palpável, mas estava ali, mais comum do que se pode perceber, talvez mais real na minha mente do que fora dela e o olhar continuou baixo, até que ela perguntou: -Tá com vergonha?... respondi: -Não, vergonha não, to é preocupada...
- Relaxa, ninguém vai te ver!
- Quero só ver se aparecer alguém que você conheça...
- Uéh, normal, não to fazendo nada de mais...  
3 anos e meio depois, não me preocupo tanto, na verdade, nunca foi preocupação, era vergonha mesmo, vergonha de ser algo que cresci aprendendo que é algo pior do que qualquer coisa na vida, pior do que as drogas, pior do que a violência. Minha geração cresceu aprendendo que gays são pessoas com problemas e sabe, realmente, somos pessoas com muitos problemas. Não podemos reconhecer nossos direitos com total liberdade, muitas vezes temos que nos anular perante determinadas situações e outras vezes somos mortos, apenas por existir, mas afinal, o maior problema de uma pessoa homossexual, não é ser homossexual, isso não é, nem nunca será, problema, a questão é a falta de inteligência alheia, a falta de capacidade de assimilar a diferença como algo absolutamente igual, não existem diferenças, tudo e todos fazem parte do mesmo planeta, do mesmo Deus, da mesma vida.
Difícil pensar que esse preconceito um dia será banido da sociedade, mesmo porque, ainda vejo professores ensinando crianças de que existe o “certo” e o “errado”, o certo é aquele casal que constrói uma família juntos e errados são aqueles “moralmente prejudicados” que lutam por décadas por um direito tão simples: Adotar uma criança!
Com a Lih eu aprendo várias coisas, mas acho que a mais valiosa foi aprender que não importa o quanto você será desmerecido, amaldiçoado, ou visto como uma aberração, nada disso é real no nosso mundo, no nosso universo, nós construímos e atraímos apenas coisas e pessoas boas pra perto de nós.

Quanto mais “vergonha” você demonstra ter, mais envergonhado se sentirá, por isso, ACORDE! A vida é agora, você não terá outra chance!
Aproveite cada instante e nunca deixe que o próximo se sinta no direito de te atacar, só você é responsável por seus erros e acertos e pode ter certeza, amar verdadeiramente não é, nem nunca será, um erro!
Loah!

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Aff... Ki dó!

Acompanhei algumas breves reportagens sobre a parada gay que ocorreu domingo passado (26), na cidade de São Paulo. Nitidamente podemos perceber que não há nenhum tipo de mídia que se envolva e realmente tente mostrar algo positivo que esteja sendo realizado com esta passeata. Abre parênteses sobre meu pensamento:
“Não sou a favor de “paradas gays”, nem contra, mas creio que o grande objetivo, aquela essência de manifestação pública/política em favor da igualdade homossexual vem se dissipando ao longo do tempo e com o maior envolvimento da mídia em si. São Paulo: cidade gay? Jamais, muito pelo contrário, nasci lá, minha namorada também, nós e qualquer pessoa pode perceber que grande parte da população é sim homofóbica e isso acarreta em violência, porém segundo os tablóides internacionais, a cidade de São Paulo é um paraíso homossexual. Até que ponto envolve-se os interesses pessoais e financeiros com a luta igualitária, pois bem, eu não posso, nem sei, responder, mas creio que o importante em tudo o que se faça na vida é a essência. Fim”
Voltando à mídia... Estava assistindo algumas reportagens, enquanto pensava na minha vida e escutava um áudio muito interessante “Pra Te Fazer Bem”, do blog sapatilhando.blogspot.com de Helena Paix, pessoa que admiro muito, assim como sua esposa Del. Torres, criadora do site paradalesbica.com.br. Bom, dizem que mulheres conseguem ter vários focos, realizar diversas tarefas ao mesmo tempo, pois bem, eu realmente sou assim.

Estava pensando no quanto a vida muda e o quão incertas são essas mudanças. No momento em que a rotina parece prevalecer algo acontece e pronto, surgem novas dúvidas, novas questões. Há um tempo eu escrevia muito, muito mesmo, tinha um daqueles diários e escrevia e descrevia todos meus dias, pensamentos e acontecidos nele. Hoje não tenho mais tempo de fazer essa análise diária, mas por outro lado estou a cada dia mais participativa dentro das minhas escolhas. Estava sentada com minha namorada e ela deixou escapar: “-Nossa, que programa de velhos né?”, na hora eu dei risada e concordei, mas no próximo segundo eu pensei “Poxa, eu to gostando”. Estávamos sentadas, sem fazer nada, esperando a porta fechar, esperando a conta e eu me dei conta de que esse momento faz parte da minha essência, se fosse há um tempo eu nem estaria naquele local, estaria fazendo outras coisas, fugindo de “programas de velhos”, como costumamos brincar.
A questão é: trago pureza dentro do meu coração, sinto como se meu pensamento fosse muito além do pensamento comum. Sabe aquele vídeo que tem no youtube do menininho que chora por que matou a formiguinha, ki dó, ki dó?? Quando eu assisti, enquanto todos riam eu não achei a menor graça, poxa, é uma criança chorando a perda de algo, não importa que seja uma mera formiga, é algo que não sei por que era importante para ela, cadê a graça? Porque rir? É engraçado quando você vai a um funeral e vê a família do morto chorando? Qual a diferença? Sinceramente, sou bem extrema em alguns pontos de vista, mas pra mim não deixa de ser a mesma coisa só que em diferentes proporções.
Bingo, estamos aonde eu queria chegar, sexo, digo, afetividade, amor. Não compreende por que somos assim? Tudo bem, nem nós nos compreendemos, o importante é apenas respeito. Respeito e Educação são a chave para qualquer civilização se desenvolver mentalmente e com isso adquirir melhor qualidade de vida, dentro do nosso planeta.
Não é por que você não me entende que tem o direito de me julgar, de se achar melhor do que nós, de rir ou até de chorar. Na realidade somos todos iguais, independente de credo, raça, posição social ou orientação sexual, somos pessoas, seres humanos que desejam viver de forma feliz. Crescer, amadurecer, ser feliz, ter conforto é o ideal de vida de qualquer pessoa, seja ela gay ou não, branca ou negra, católica ou evangélica, ou qualquer outro diferencial.
Portanto assim como Shakespeare “plante seu jardim e decore sua alma”, pois apesar das diferenças, somos todos iguais e se a grande massa populacional ainda teima em crer que os valores heterossexuais são os que realmente valem dentro de nossa sociedade, sinto dizer-lhes, mas nada disso importa, continuarei completamente apaixonada pelo olhar da minha amada, ou a fazer planos para o jantar, ou ainda escrevendo meu artigo cientifico sobre marketing na faculdade. Se nossos meios de comunicação preferem abordar a violência gerada a partir da manifestação de domingo (26), tudo bem, afinal para eles, somos aquele estereótipo de mulheres que andam de bermudão e camiseta, ou ainda, aqueles homens que deixam o cabelo crescer, fazem escova progressiva e usam rimel. Enfim, cada momento da vida pede uma adequação de nossa parte, seja ela positiva ou não, o importante é nunca se esquecer de que ainda existem pessoas que não irão rir de todas as piadas, que enxergarão além das proporções e perceberão que muitas vezes um simples gesto vale mais do que mil palavras.

Um grande beijo!

Loah!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Feriado


Agora são 00:25 e eu estou terminando de escrever um projeto que preciso entregar para a faculdade até o final dessa semana, para relaxar, resolvi escrever algo para postar amanhã (para quem lê já é hoje) no blog.
Bom, vamos começar pela quarta-feira:
Trabalhamos o dia inteiro e no final da tarde tudo o que eu queria era descansar e ficar abraçadinha com você, Mor, pega mal admitir, mas sou viciada em você, passou segunda, terça e quarta eu já fico estressada pensando em como fazer o tempo passar mais rápido para sexta chegar, então, nesta semana que passou, tive sorte, foi uma semana mais curta. Dormi em sua casa na quarta, fui viajar na quinta e você trabalhou na sexta, então só voltamos a nos ver na sexta à tarde.
Sexta a tarde, estávamos meio preparadas para uma festinha surpresa, que no final acabou rolando, mas não foi bem o que esperávamos, enfim, fomos jogar bilhar com os meninos. Pausa.
Vocês dois são os únicos que eu confio, de todas as pessoas que conheço, dos amigos que temos, na faculdade, trabalho, vocês dois são os únicos que eu realmente gosto e confio. Obrigada maridos. Pra quem lê: eu e a Lih temos dois maridos lindos, eles serão nossos padrinhos de casamento e nós suas madrinhas no casamento deles.
Voltando...
Fomos jogar bilhar, eu estava muito cansada por ter viajado a tarde, mas qualquer programa sempre fica perfeito quando estamos nós quatro.
Quando chegamos na tal “festinha” uma das meninas (só tinha lésbicas... ) fez a besteira de falar: “- Não cumprimento homens”. Meu Deus, tudo bem que pode ser até brincadeira, mas poxa, não se fala isso para pessoas que você não conhece, mas ela fez isso, resultado: um clima chato no ar, não ficamos no barzinho e fomos embora. Afinal, preferimos sem dúvida nenhuma nossos amigos homens.
No sábado, rodamos, rodamos, rodamos e só gastando gasolina, até que fomos beber aquele Chopp com Vinho maravilhoso, só eu e a Lih. Eu fiquei mais feliz, depois comi no Mc Donalds e fim da noite (tirando as risadas e as confissões que o vinho traz, não é meu amor? Cadê nossos planos de trancar a faculdade e nos casarmos? Deixa quieto né? Te amo pessoinha que agora faz planos a longo prazo... rsrs!)
Domingo, hoje, ou melhor, ontem.
Acordei e fomos para Itu (Acordei 13:00h então fomos as 15:00 pra estrada) Sabe, hoje foi aquele típico programinha família, nossa Mor, estamos ficando velhas hein... rsrs! Mas gosto! Fomos a Itu, passeamos, lutamos pra encontrar aquele telefone e semáforo grandes e tiramos várias fotos, foi legal.
Depois você inventou de fazer fondue de queijo... kkk! Voltamos pra nossa cidadezinha e passamos no supermercado, compramos uma caixinha de fondue de queijo e uma barra de chocolate. Depois, em sua casa, de quase uma hora tentando acender a “chaminha” do “aparelhinho” de fondue, você desistiu, derreteu o queijo no fogão e comemos, hum... pena que você não gostou muito, é meio enjoativo, mas é tão gostoso, aquele queijinho, o pãozinho... hum...! Acabou que o chocolate nem usamos né? Dúvido que dure por muito tempo, agora que estamos em férias...rsrs!
Bom, é isso, agora são 00:45h e eu preciso muito dormir, acordo 06:30h.
Boa noite, ou melhor, Bom dia Mor!!
Te amo minha linda! Cada segundo ao seu lado é perfeito, final de semana e feriado perfeitos!! TE AMO MJUITOOOOOOOO!!! Excelente segunda-feira!



Loah.



quinta-feira, 23 de junho de 2011

Acordando

Tenho amigas hetero que dizem: "-Nossa, ele ocupa toda a cama", ou ainda "- Faz 5 anos que sou casada, mas não me acostumo a dormir na mesma cama, gosto do meu espaço pra dormir".
Poxa! Que estranho, penso eu, uma das partes que eu mais amo é dormir abraçadinha com você e olha que não sou a pessoa menos espaçosa para se dormir, eu falo a noite, me mexo, sou sonambula, mas me acalmo quando durmo abraçada com você.
Ontem dormi na sua casa. Hoje tive que acordar cedo pra viajar! Coloquei o relógio pra despertar 1 hora antes do horário que eu realmente precisava acordar, sabe porquê?
Queria que desse tempo de curtir você dormindo um pouquinho, sua pele fica tão macia, seu corpo quentinho, adoro acordar e observar seu sono, sua respiração, fazer carinho no seu cabelo... aiai...
Pena que não dormimos assim todos os dias, mas pode ter certeza, não terei problemas nenhum em me acostumar a dormir ao seu lado, pelo contrário. Quando durmo em casa, sinto falta de te abraçar! Acordo no meio da noite pensando que estou com você, dai me viro e vejo que estou na minha casa, sinto uma falta enorme de te ver estirada na cama, quase  me jogando no chão... kkk!
Te amo minha anjinha!
Amanhã tô de volta!!
Amanhã é sexta e vamos ao circo!..rsrs! Só você mesma pra me fazer ir no circo... faz tanto tempo que não vou!! Vai ser legal! UhUu!
Ótima noite e Bons sonhos!!
Beijos! Te vejo nos meus sonhos, só hoje viu. Amanhã você é minha realidade!
AMO VOCÊ! =D

terça-feira, 21 de junho de 2011

Ferias da Faculdade Será pra sempre??

No dia de Hoje....21/6/2011

Hoje tiramos ferias da facul, mais estava pensando em pedir meu amor em casamento, tirar umas ferias prolongada mesmo da faculdade, nos estabilizar morar juntas e depois retomarmos a facul, conversei com ela hoje mais ela ta meia doentinha,fiquei com dó até de não poder vela ou cuidar dela, mais sei que em pensamento estou com ela a todo instante.mais sei que o caminha é longo e temos que seguir batalhando com calma.

Minha linda tenha calma, somos novas não podemos fazer o que nos vem a cabeça, só sei que é ao seu lado que quero passar toda eternidade.

Casa comigo, vamos fugir, tem uma vida só nossa, dormir agarradinha uma cuidar da outra ????

quando nos casarmos vai ser td perfeito no nosso tempo, no tempo que tiver que ser, mais claro quero que seja jáh...mais se tiver que ser depois que acabar a faculdade o nosso amor não vai acabar por isso, pelo contrario vai durar mais e mais e se fortalecer a cada dia...!!!


Te amooooo mtão maior que tudo mesmooooooooooooooo

Beijosss

Lih....

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Sobre mim – Lih

Tenho 23 anos, sou de São Paulo e vim morar no interior há 6 anos. Logo que me mudei, conheci vários amigos gays, homens. Tinha completado 18 anos há pouco tempo e comecei a sair com eles, a primeira “balada” que fui, foi gls. Mas eu sempre fui hetero, então mesmo em baladas gays eu só ficava com homens.
Um dia com estes amigos, nós estávamos num bar e fizemos uma aposta, quem perdesse teria que beijar alguém que os outros escolheriam. Adivinha quem perdeu? Eu. Pra minha surpresa, eles escolheram uma mulher, loira, bonita, eles foram até ela, disseram que eu queria conhecer ela, ai eu morrendo de vergonha me apresentei, ela veio e me beijou. Pra falar a verdade, eu estava meio bêbada, então não senti nada de mais, foi um beijo como outro qualquer.
Pouco tempo depois, conheci outra menina, também amiga dos meus amigos, ela frequentava o lugar onde eu trabalhava. Um dia, ela me adicionou no MSN e começamos a conversar, até então ela se dizia hetero e eu também. Aos poucos as conversas foram aumentando e novamente movida por uma aposta, apostei com um de nossos amigos que ela não era hetero. Apostei que eu conseguiria ficar com ela, pra provar que ela não era hetero.
Marquei um encontro com ela, num clube da cidade, mas não fui e acabei desistindo da aposta tonta que havia feito, pois percebi que gostava dela e não queria torná-la apenas alvo de uma aposta.
Combinamos de sair outro dia e eu acabei contando a ela que havia feito esta aposta e que desisti pois não achava certo. Depois combinamos de sair novamente e dessa vez fomos, eu, ela, sua prima, dois amigos e meu irmão. Fomos jogar bilhar num barzinho gay. Os meninos despistaram a prima dela, que não sabia de nada e eu e ela ficamos sozinhas. Foi quando eu me sentei na calçada, ela me deu a mão, me levantou e me beijou. Mas a prima dela estava voltando e tivemos que disfarçar.

Conversávamos por telefone e pela internet todos os dias. Ficamos por uns seis meses, mas não nos víamos tanto, era mais nos finais de semana. Na mesma época eu saia bastante com meus amigos, mas ela era menor de idade e não podia nos acompanhar, por este motivo acabamos terminando, apesar de não ser um namoro propriamente dito.
Eu estava numa fase em que saia muito com meus amigos e conhecia muitas pessoas. Numa noite sai com uma menina que eu estava “ficando”, mas não era nada muito sério, só uns beijos. Fomos num barzinho e eu acabei conhecendo outra garota, que mais pra frente seria minha primeira namorada, ela era branca, cabelo castanho e os olhos azuis. Trocamos telefones e depois de uma semana ela me ligou. Ela morava em outra cidade e umas duas semanas depois veio me visitar, foi quando ela me pediu em namoro, eu aceitei, mas não queria aliança, porque eu falava que dava azar, mas no fundo era medo do compromisso mesmo. Namoramos por  7 meses, mas era relacionamento a distancia, ela vinha me ver, ficava uns 15 dias e voltava, depois vinha e voltava e assim por diante. Acabamos terminando por causa dessa distancia, simples assim. Além disso, nesse meio tempo eu tinha voltado pra São Paulo, para morar com minha tia, isso piorou a nossa distancia.
Fiquei 3 meses morando com minha tia, então voltei para o interior. Logo que voltei para a cidade, voltei a falar com minha primeira “ficante” ela já tinha completado 18 anos e conversávamos bastante, ela estava bem diferente, já podia sair mais. Voltamos a conversar.
Um dia eu abri meu Orkut e vi que tinha uma menina que estava olhando meu perfil, me espionando, achei estranho e vi que ela era amiga da garota com quem eu estava conversando, daí, tive a idéia de mandar uma mensagem para ela perguntando se ela tinha gostado do meu perfil, pra zoar mesmo.
Ela me respondeu pedindo desculpas pela invasão e dizendo que era “força do hábito”, começamos a conversar por mensagens, até que trocamos MSN.
Nos tornamos amigas pela internet e marcamos de nos encontrar no shopping, como amigas mesmo, e com a outra garota também, mas ela acabou não indo, nos deixando sozinhas.
Nos encontramos no shopping e fomos jogar bilhar com dois amigos dela. Ela foi super simpática e tímida, eu praticamente passei a noite inteira falando e ela mais quieta. No fim da noite, fui deixá-la em sua casa e fiz a besteira de deixar ela dirigir minha moto, quase morri do coração e algum tempo depois ela me contou que havia sido a primeira vez que ela dirigia, apesar de já ter carta de motorista.
Passou um tempo, conversávamos e um dia ela falou para mim que queria me contar algo. Depois do trabalho, fui até sua casa e conversamos até de madrugada, ela me contou que tinha “ficado” com a minha “ex” e até então eu achava que ela era hetero, pois não demonstrava o contrário. Depois que ela me contou, não achei nada de mais, conversamos sobre varias outras coisas naquela noite, até que ficou tarde e fui embora. No dia seguinte eu liguei para ela chamando para assistir um filme: “O Segredo”, mas ela não podia naquele dia então combinamos numa quarta-feira. Eu não conseguia decifrar o que ela despertava em mim, mas quando conversávamos era tudo fácil, ela me ouvia, entendia tudo o que eu falava, era simples e fácil, conversávamos sobre almas gêmeas, sobre signos e sobre trabalho e tudo sempre era simples, aos poucos ela encantava de tal maneira que eu sentia um sentimento bom sempre que ouvia sua voz, cumprimentava-a, ou pensava nela.
Na quarta-feira, busquei-a em sua casa e fomos à minha. Assistimos o filme, que não era “O Segredo”, pois eu havia emprestado para uma amiga, que até hoje não me devolveu, e tinha me esquecido, então assistimos “No Ritmo da Dança”, porque eu tinha me lembrado que ela comentou comigo, que dançava jazz, então achei que o titulo seria perfeito.
Acabou ficando tarde, daí eu pedi que ela dormisse em minha casa, dizendo que a levaria embora bem cedo no dia seguinte. Ela aceitou, daí eu fui até meu quarto e busquei um colchão para ela e coloquei na sala. Ai voltei e peguei outro para mim, afinal, não ia deixá-la dormir sozinha no frio. Peguei meus ursinhos prediletos e coloquei com a gente.
Nos deitamos e ela começou a bater nos meu ursinhos, brincadeira, ela e eu fizemos uma guerra de ursinhos e de repente, ela passou a mão no meu rosto e eu retribui imediatamente, nós ficamos a madrugada inteira coladas, fazendo carinho uma na outra, quase se beijando. Não pensava em nada, apenas na sua pele. Até que eu tomei coragem e perguntei: “-Posso te dar um beijo de boa noite?”, mas ela disse não. Me virei de costas e fiquei triste, pois foi o primeiro e único “fora” da minha vida. Mas daí ela virou, me puxou e me beijou. Eu senti um friozinho na barriga maravilhoso, foi um beijo perfeito, que encaixou, eu fiquei viajando, era o melhor beijo do mundo, acabamos pegando no sono agarradinhas.
Um tempinho passou e “era as trevas”, ela havia contado para seus pais sobre nós. Daí falou: “-Não quero ficar, quero namorar, senão não ficaremos”, ai eu concordei que namorássemos, no fundo eu já estava completamente apaixonada por ela e eu sabia que ela era a mulher da minha vida, mas o fator “compromisso” me assustava um pouco.
Decidi arriscar, começamos a namorar e deu certo, foi perfeito, tão gostoso, tudo. Até hoje, já faz quase 4 anos e desde então sou a mulher mais feliz do mundo.
Hoje temos planos juntas e quase tudo o que fazemos é em conjunto, amo o jeitinho delicado dela, amo tudo nela, seus beijos, seus carinhos o jeito que ela me trata e cuida de mim, sonho acordada ao lado dela. Penso nela a todo instante, pedi ela em casamento e estamos planejando para 2012 a nossa união estável e casamento em 2013, se tudo der certo: na Espanha. Vai ser o dia mais feliz da minha vida.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Enquanto isso no cinema...

No estacionamento do shopping:
Lo: - Mor, você gostou do Blog?
Lih: - Sim.
Lo: - Gostou mesmo?
Lih: - Sim
Lo: - Só isso? “Gostei” Não sei não, aposto que você nem leu...
Lih: - Quando eu tinha 5 anos eu vi uma fadinha... kkk! Só você mesma... kkk!
Lo: - kkk... Não, sua chata... é, há 5 anos, tipo... 5 anos atrás!

Na sala do cinema:
Lo:  - Mor, agora falta você escrever a sua história...
Lih: - Ué, mas você já não escreveu?
Lo: - Não, aquela é minha história, só minha, você tem que escrever a sua... pensei em cada uma colocar sua história, depois a gente faz uma para as duas e assim por diante...
Lih: - Você sabe que não escrevo tão bem!
Lo: - Claro que escreve, mas se quiser, a gente faz assim: você vai me falando o que quer que seja escrito e eu escrevo...
Lih: - Hahaha! Então você escreve a sua parte e depois escreve a minha, no “nosso” blog... kkk!
Lo: - Hum... é né, assim não tem graça!
Lih: - Assim que der escrevo, prometo mor!
Lo: - Oba! vou até buscar pipoca... kkk!

terça-feira, 14 de junho de 2011

Sobre mim - Loah

Há 5 anos eu tive um sonho, sonhei com uma fada que vinha, me abraçava e me beijava, acordei pensativa! Lembrei que quando era criança assisti a aquele filme em que duas lésbicas criam uma menininha e uma delas, a mãe biológica, morre e a outra tem que passar por toda a humilhação de lutar na justiça para obter a guarda da criança e pensei: “Não quero ser assim!”. Foi nessa manhã há 5 anos, que juntei as peças do quebra cabeça: - É isso, estou apaixonada por ela. Meu mundo virou de cabeça pra baixo naquele instante, entre o acordar, o me vestir e o sair pra trabalhar.
E então era isso, estava ansiosa pra tarde chegar, só assim iria vê-la novamente.
As aulas na auto-escola acabaram e a minha paixão platônica fez com que eu pagasse mais 2 ou 3 aulas, mesmo já estando com a carta de motorista nas mãos, só para te-la ao meu lado. Mas não era o suficiente, eu precisava de alguma forma extravasar o que estava acontecendo na minha mente, precisava desabafar! Foi quando comecei a entrar em chats virtuais gls, buscando sempre pessoas interessadas em conversar. Amo ouvir, amo conversar de verdade, dessas conversas longas que pode-se ter durante toda a madrugada, até que uma das duas pessoas não aguente mais e queira dormir.
E foi assim, numa dessas conversas, que conheci a primeira menina que mais pra frente tornaria-se uma nova paixão, mas dessa vez, uma paixão real, meu primeiro beijo e uma nova perspectiva.
Um novo paradigma surgia: “- Uauu, eu gosto de mulheres...”
Mas até então, tudo não passa de atração, imaginação e sei lá mais o quê. Não era real, não havia o toque na pele, o sabor dos lábios, o suave perfume, nada.
Resolvi desligar meu filtro moral e decidi que devia ficar com o maior número de garotos, só pra testar! Fiquei com alguns garotos, mas nunca era satisfatório o suficiente, o alge foi quando me peguei beijando um deles e pensando em como seria o beijo dela, foi nesse ponto que retomei o controle da minha vida e decidi ser eu mesma, não fingir algo que não era.
Numa noite de sexta-feira seus pais iam viajar e como amiga, fui convidada para passar a noite em sua casa, em contrapartida, disse em minha casa que iria a uma boate com um garoto com quem estava “ficando” e como ainda não dirigia naquela época pedi que ele próprio me deixasse na casa da garota após o curso que fazíamos.
Na casa dela, assistimos filmes, fizemos limonada suíça, até que o filme terminou, ela ficou na minha frente e perguntou: “-Nós vamos ficar?” ou algo assim, eu estava tão nervosa que nem me lembro ao certo. Meu coração disparou e eu fiquei imobilizada, não consegui me levantar, fiquei ali sentada, estática e ela continuou: “-Não vou fazer nada, eu espero” e ficou ali, encostada no armário me esperando. Acho que se passaram umas duas horas, até que eu conseguisse respirar, foi quando eu pedi que ela me trouxesse um pouco de água, ela se levantou pegou o copo a água, me entregou e quando eu terminei coloquei o copo numa mesinha e a beijei. Foi o beijo mais incrível da minha vida, mais surreal, com certeza, eu estava ali, meio estática, meio me encontrando, enfim.
Acordamos, nada aconteceu além do beijo, ela sempre foi uma pessoa de excelente caráter, nunca tentou nada que não sabia que conseguiria e provavelmente meu limite para aquela noite foi apenas um beijo mesmo.
Continuamos nosso romance por um ou dois meses, mas sinceramente nossas personalidades não combinavam da maneira que ambas precisavam para que houvesse um namoro entre nós, assim foi, até que em uma troca de emails ela decidiu que deveríamos ser apenas amigas e hoje agradeço essa atitude dela, pois me conhecendo da maneira que conheço hoje, sei que ficaríamos nos estragando, estando uma com a outra, não era pra ser e não foi.
Na mesma época do email conheci outra pecinha do quebra-cabeça da minha vida. Ela era doce e ao mesmo tempo independente e direta. Era um antigo amor da primeira garota com quem fiquei, mas até onde sei a história delas não havia dado certo, por causa das duvidas, medos e rotinas diferentes. Enfim, eu havia conhecido e a cada troca de ligações, a cada e-mail, cada mensagem, me sentia mais próxima e mais aconchegada em nossa amizade, contei à ela que eu também havia ficado com a primeira garota da história e que ela havia “terminado” e assim nos tornamos mais próximas e isso só aumentava e em muito pouco tempo.
Em menos de um mês ela era a pessoa que me fazia querer usar o telefone a todo instante, ligar só pra dizer um “oi”, querer saber como foi o seu dia, sonhar com a sua voz, eu estava me apaixonando, só que naquele momento eu não queria saber de ninguém, não seria ela, não seria nenhum garoto, ninguém. Eu estava decidida a ficar sozinha por um tempo, me dar um tempo. Mas não foi o que aconteceu.
Era uma segunda-feira e ela trabalhava até as 22:00 horas, geralmente me ligava umas 22:30 horas pra contar como havia sido seu dia, até que nessa conversa em especial, ela me convidou para assistir a um filme em sua casa. Lembro exatamente que o filme era “O Segredo”, mas no dia combinado, terça, eu não poderia ir, pois tinha algo para fazer, sendo assim combinamos para o próximo dia, numa quarta-feira. Era sua folga no trabalho, então neste dia ela saiu às 16:00 horas, teve tempo de ir em sua casa, se preparar e vir me buscar em minha casa às 19:00 horas, o horário que eu chegava do trabalho também.
Ela chegou, buzinou e eu avisei a minha mãe que iria assistir a um filme, fui e realmente assistimos ao filme, inteiro, apesar de não ser “O Segredo”, como estávamos planejando.
Quando o filme terminou, eram mais ou menos umas 22:30 horas e ela perguntou se eu não poderia dormir em sua casa, já que estava um pouco tarde para sairmos de moto na rua. Aceitei o acordo, dormiria lá e de manhã, bem cedo, ela me traria de volta para que desse tempo para que eu me arrumasse para trabalhar.
Ok, estavamos na sala, ela entrou em seu quarto e veio com um colchão entre os braços, inocentemente imaginei que eu iria dormir na sala e ela em seu quarto, o que, cá entre nós, seria o mais comum se fossemos apenas duas amigas, mas não foi o que aconteceu, ela entrou novamente no quarto e dessa vez saiu com mais um colchão e vários ursinhos de pelúcia, foi quando perguntei: “-Você vai dormir aqui?” e ela: “-Sim, algum problema?”, “-Não”, sorri.
Ela terminou de arrumar as caminhas improvisadas e arrumou todos os ursinhos também, ela disse que gostava de dormir com eles, nos deitamos e começamos uma “guerra” de ursinhos, parecíamos amigas de infância, fizemos lutas entre os ursinhos, até que o fôlego acabou e eu em um impulso, passei minha mão sobre seu rosto, ela estava deitada de lado, de frente para mim, eu olhei aqueles olhinhos pretos e passei a mão no seu rosto, ela tinha a pele tão macia, ela retribuiu o carinho e passou as mãos em meu rosto e orelha. Ficamos assim por muito tempo, quase uma eternidade deliciosamente linda, eu sentia sua pele e ela sentia a minha, sem nada pensar, apenas sentindo uma a outra, sem malicia, com a inocência que o amor possui.
Sem perceber os carinhos se prolongaram pela noite e já era quase de manhã, os corpos começavam a querer se envolver e os primeiros a se aproximarem foram os lábios, estavamos frente à frente, nariz tocando a ponta do nariz da outra, eu de olhos fechados e ela me olhava, foi quando ela se aproximou, quase me beijando e perguntou: “-Posso te dar um beijo de boa noite?”, num ímpeto eu respondi curta e grossamente: “-Não”, ela se virou rapidamente, me deixando as costas e fez um barulho de decepção com os lábios.
Nesse instante mágico, eu pensei por menos de 2 segundos, foi quando me sentei, aproximei meu rosto do dela, que já se encontrava mais distante do que antes e lhe beijei. Uauu, que beijo foi aquele, foi como se borboletas fizessem festa dentro do meu estomago, por alguns minutos esqueci de tudo na vida, de quem eu era, do trabalho, da família, de tudo. Era apenas eu e ela e nosso beijo, um friozinho na barriga inexplicável, só quem já sentiu sabe o que quero dizer. Incrivel, apaixonado, lindo, mágico, tudo o que se pode querer na vida.
Dormimos abraçadas naquela noite.
Naquele momento eu já sabia que ela era parte do meu mundo e que aquele beijo foi apenas um reencontro entre almas. Estava selado um novo amor, o único até hoje em minha vida, minha alma gêmea.
Após o beijo vieram os conflitos, a primeira conversa séria que tivemos, foi mais ou menos assim: Eu não queria “ficar” nunca foi meu forte ficar com as pessoas, não consigo respeitar uma pessoa com quem fico, pois não me sinto respeitada o suficiente, enfim, quero poder dizer com todas as letras “Você é meu”, senão não me sinto de ninguém, sou assim, sempre fui e acho que sempre serei. Mas com aquela menina era diferente, eu não parava de pensar nela, naquela noite e em seu sorriso, decidi ir busca-la no serviço para conversarmos, ela saiu e fomos caminhando até sua casa. No caminho eu disse, de forma bem direta: “-Desculpa, mas eu não quero ficar com ninguém, ou nós namoramos ou não podemos continuar nos vendo”, ela parou, pensou, disse que era muito nova pra namorar, mas que gostava muito de mim, eu falei que tudo bem, que poderíamos continuar sendo amigas, apenas não ficaríamos mais. Continuamos andando, ela parou, olhou pra mim e disse: “-Você quer namorar?”, respondi que sim, afinal era eu quem estava falando sobre o assunto. Ela disse em seguida: “-Considere-se minha namorada”, eu quis testar pra ver se ela tinha entendido mesmo então continuei: “-Tem certeza?”, ela falou: “-Lógico”. E continuamos andando e conversando até chegar em sua casa.
No dia seguinte acordei tão bem, tão feliz que todos os conflitos internos, as brigas haviam sumido.
E foi assim que começou a minha história, cheia de entrelinhas, de coisas que aconteceram, que acontecem, mas cheia de muito amor e magia.
Hoje fazem 3 anos e 4 meses que somos namoradas.
Pretendemos nos casar daqui há 2 anos, quando a faculdade terminar, e construirmos uma vida linda juntas, já é o que fazemos desde então, mas casadas teremos todo o conforto e a liberdade que sonhamos para  nossa vida juntas.
Sou completamente apaixonada por essa ariana linda, que mexe com todos os sentidos do meu organismo e me faz querê-la cada segundo mais e mais, por toda a minha vida.
“Estranho seria se eu não me apaixonasse por você, o sal viria doce para os novos lábios...”
“E continuar aquela conversa, que não terminamos ontem, ficou pra hojeeee...”